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domingo, 1 de julho de 2012

Fé e Razão


Fé e Razão
Manual Em Defesa da Fé   (Editora Central Gospel).
1.    A importância da questão

2.                  Definições
2.1 Fé
2.2 Razão

3.                  A relação entre os objetos da fé e da razão
3.1. Racionalismo
3.2. Fideismo
3.3. Coincidência entre a fé e a razão
3.4. Dualismo
3.5. Superposição parcial
A) Verdade conhecidas apenas pela fé;
B) Verdades conhecidas tanto pela fé como pela razão;
C) Verdades conhecidas apenas pela razão.

4.                A fé e a razão nunca podem contradizer-se

5.                Apenas a falsidade poder contradizer a verdade

6.                Deus é o Mestre da fé e da razão

7.                Objeções
       Objeção 1: Como podermos compreender a mente superior e infinita de Deus com a razão humana?
       Objeção 2: Não é uma atitude humilde menosprezar o poder da razão?
       Objeção 3: Não é uma atitude orgulhosa afirmar que podemos saber muito a respeito de Deus?
       Objeção 4: Por que existem tantos descrente tão brilhantes?
       Objeção 5: As razões dos cristãos não são na verdade racionalizações?
       Objeção 6: A razão não anula o mérito da fé?

8.  Adendo

Perguntas para debate

Nota explicativa

Fé e Razão
          1. A importância da questão
De certa maneira, o matrimônio entre fé e razão é a questão mais importante na apologética, porque é a principal. Se a fé e a razão não forem parceiras, se estiverem divorciadas o formem incompatíveis, como gatos e passáros, então a apologética se torna impossível, pois esta consiste em aliar a razão e fé, em defender acom as armas da razão.



2. Definições                                                         
É fundamental esclarecermos nossa definições de e de razão,porque esses termos geralmente são usados de maneira vaga ou equivocada. Ao defini-los, distinguindo o significado de cada termo, removemos a indeterminação e evitamos os equívocos.
2.1.            
             Primeiro, precisamos distinguir o ato de crer do objeto da fé, separando a crença daquilo em que cremos.
1.                   O objeto da fé é tudo aquilo em que cremos. Para os cristãos evangélicos, isso engloba tudo que Deus revelou na Bíblia. Esse objeto fé é expresso por proposições que nos permitem entreve não é a fé, mas o objeto da fé. Os atos litúrgicos e morais, por exemplo, são proposições que exprimem em que cremos. Entretanto, não são os objetos derradeiros da fé; são apenas objetos secundários. O objeto derradeiro da fé é apenas um: a Palavra de Deus, o próprio Deus. As proposições são o “mapa”, a estrutura da fé. Deus é o objeto real da fé e também o Autor da fé – o que revela as doutrinas objetivas em que cremos, bem como Aquele que inspira o coração do ser humano que escolhe livremente acreditar nelas.
          É errado parar no nível das proposições e não deixar nossa fé alcançar o Deus vivo, bem com denegrir as proposições, considerando-as dispensáveis ou até mesmo nocivas à fé viva. Sem um relacionamento real com o Deus vivo, as proposições inúteis, porque o objetivo delas é apontar para além de si próprias e revelar Deus. ( “Um dedo é útil para apontar para a lua, mas ai daquele que confunde o dedo com a lua”, diz um sábio provérbio.) Entretanto, sem as proposições, não podemos permitir que outros vislumbre o Deus em quem acreditamos e o que cremos a respeito dele.

2.  O ato da fé é mais do que um mero ato de crer. Acreditamos em muitas coisas – por exemplo, que determinado time de futebol irá ganhar o jogo, que o presidente não é um mau caráter, que a Noruega é um belo país – entretanto, não estamos dispostos a morrer por essas crenças e não podemos vivê-las a cada momento. Entretanto, a religiosa tanto pode estimular-nos a morrer em prol do que cremos como a viver a cada instante. A fé religiosa é muito mais do que um mero ato de crer; é muito. Mas o simples ato de crer faz parte da fé e é um de seus aspectos.
        Podemos distinguir pelo menos quatro ou dimensões da fé religiosa. Em hierarquia – da menos importante para a mais importante e essencial, e da mais externa para a mais interna, ou seja, conduzindo a aspectos cada vez mais centrais ao ser humano -, podemos caracterizá-los como (a) fé emocional, (b) fé intelectual, (c) fé voliiva  e (d)  fé no íntimo.
       a)  A fé emocional é a sensação de segurança ou de confiança em uma pessoa. Isso inclui a esperança (que é muito mais forte do que mero desejo) e a paz (que é muito mais intensa do que uma simples tranquilidade no íntimo).
                
b. A fé intelectual é a crença. Esta é mais forte do que a fé emocional por ser mais estável e imutável, como uma âncora. Minha mente pode crer embora meus sentimentos estejam abalados. Essa crença, porém, é muito mais rigorosa, diferente de uma mera opinião. A antiga definição de fé intelectual era “um ato do intelecto, estimulado pela vontade pessoal, pelo qual acreditamos em tudo que Deus revelou, com base na autoridade do Senhor”. É esse aspecto da fé que está formulado nas proposições e resumido nos credos.
c. A fé volitiva é um ato da vontade humana, o compromisso de obedecer à vontade de Deus. Isso é o que chamamos de fidelidade. Ela se manifesta no comportamento, ou seja, através das boas obras. Uma esperança mais profunda que um mero desejo é fundamental para a fé emocional, e uma crença mais profunda do que uma simples opinião é fundamental para a fé intelectual. Portanto, um amor mais profundo do que o comum é a base da fé volitiva. A raiz dela – a vontade pessoal – é a faculdade ou o poder da alma que está mais próximo da raiz pré-funcional (d).
O intelecto é o navegador da alma, mas a vontade é seu capitão. O intelecto é como o S. Spock, da série Jornada nas Estelas. A vontade é como Capitão Kirk, e os sentimentos são como o Dr. McCoy, o médico da equipe. A alma é como a nave Enterprise. A vontade a tomar uma atitude, apenas tem a capacidade de informa-la, assim como o navegador diz ao capitão o que se passa com a nave. Entretanto, a vontade não pode simplesmente nos forças a crer. Ela não pode exigir que o intelecto acredite no que aparenta ser falso ou deixar de crer naquilo que parece ser verdadeiro. A crença se manifesta quando decidimos agir com a sinceridade e aplicar nossa mente a serviço da verdade.
d. A fé salvadora te inicio naquele centro misterioso e obscuro de nosso ser que as Escrituras chamam de coração. Na Bíblia (e de acordo com os pais da igreja, principalmente Agostinho), esse termo não significa sentimentos ou emoções, mas o centro absoluto da alma, assim como coração, órgão, está no centro do corpo. O coração é a parte de nós onde o Espírito Santo de Deus atua. O coração não é uma espécie de objeto interior, com as emoções, o intelecto ou a vontade. É o próprio ser, o eu, o sujeito constituído por emoções, mente e vontade.
Salomão nos instruiu: Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida (Pv. 4.23). Com o coração, assumimos a postura fundamental de dizer sim o não a Deus, e escolhemos nossa identidade e nosso destino eterno. No entanto, a fé intelectual sozinha não é suficiente para a salvação, pois até os demônios creem e estremecem (Tg 2.19). a esperança e, acima de tudo, o amor precisam ser acrescidos à (1 Co 13.13). esta fé no íntimo é uma fé salvadora – ela promove a salvação, e necessariamente reduz as boas obas do amor, assim como uma árvore saudável produz bons frutos.

2.2. Razão

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